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“Tenho uma grande afinidade com
escritores judeus, Kafka, Bruno Schulz, Saul Bellow, Isaac Babel - algo que
não deve ser em relação ao estilo e nada disso, mas tem a ver com um
sentimento que Bruno Schultz experimenta. Perguntavam a ele: por que escreve
em polonês e não no seu idioma, o iídiche? E ele dizia: Porque eu não sou do
gueto. Eu como escritor, me sinto um tanto assim. Nem sou polonês, nem sou
do gueto. Ou seja, ao mesmo tempo em que não há sujeito mais nordestino do
que eu, não há sujeito menos nordestino do que eu”... Como psicoterapeuta, aprendi, com meus Mestres, que é, no mínimo, pueril, a atitude de se colocar a culpa, em outrem, por tudo o que nos acontece de errado. É preciso saber, em primeiro lugar, para onde vamos. Quem não sabe para onde vai, quem desconhece ou minimiza a importância dos obstáculos, qualquer caminho é pertinente e/ou correto. Necessitamos, então, coordenar atitudes conjuntas, que sejam isentas de posições narcisistas, como uma corrente da qual não se conhece o fim.
Acredito, também, que é
importante recordar o jornalista Joezil Barros, Presidente do Diário de
Pernambuco, que abrigou, promoveu e realizou, dos dias 31 de outubro a 1° de
novembro de 2008, com inscrição gratuita, o Encontro Mídia e Literatura,
para comemorar o Bicentenário da Imprensa Brasileira. O evento teve o
objetivo de viabilizar, ao público, a democratização da informação, no
processo de desenvolvimento social, facilitando a mediação e o dialogo entre
os meios de comunicação e os gêneros literários. O evento obteve um enorme
sucesso por parte do público, embora tenha havido, na prática, a ausência da
maior parte do nosso mundo acadêmico. (*)Meraldo Zisman é medico psicoterapeuta |
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