|
Josete
Cavalcanti
Gosta de ler, desde criança. A
cada livro, a sua vontade de descortinar novos horizontes era estimulada,
transformando a leitura em uma atividade mágica.
Aos poucos, as letras
transformaram-se em frases e as frases em poesia. Timidamente, mostrava seus
textos aos amigos, que a elogiavam, mas ela não acreditava muito. Até que um
dia, a pedido de uma amiga, escreveu “Criança Abandonada”. O texto foi lido
na mesma tarde, numa reunião. As pessoas gostaram. Ao receber a devolutiva,
ficou emocionada e resolveu continuar escrevendo.
Reuniu uma coletânea de mais de
quarenta poesias e, orgulhosamente, adquiriu os direitos autorais. Partiu
para a luta, publicou com recursos próprios e lançou o livro na IV Bienal do
Livro de Pernambuco.
Um grande sonho foi realizado:
transformou seus pensamentos em mensagens de alerta e otimismo, para quem
desejasse ler “UM RAIO DE SOL, UM POUCO DE LUZ PRA VOCÊ”.
“TANTO FAZ NÃO!!! PRA MIM SÓ O MELHOR.”
O objetivo deste livro é estimular os leitores a não aceitarem tudo
indistintamente, sem pensar nas conseqüências das próprias escolhas e dos
reais desejos, com medo de desagradar as pessoas.
“A DESCULPA DE EVA E SUA LIBERTAÇÃO”
O livro tenta mostrar de maneira simples, o caminho para libertar o ser
humano de tanta culpa. Vai de Eva ao momento atual, na busca de encontrar o
motivo que nos impede de ser feliz, concluindo que, enquanto não aprendermos
a nos desculpar e a aceitar a nossa vulnerabilidade diante dos nossos
comportamentos, criando um pensamento questionador e compreensivo sobre nós
mesmos, seremos nossos próprios algozes e, consequentemente, marionetes nas
mãos dos outros.
“ILHA DE ITAMARACÁ: HISTORIAS E LENDAS”
Josete conheceu a ilha, esse paraíso perdido, em meados 1988. Nessa época,
tudo era festa na ilha: muita gente, muita farra, mas poucos conseguiam
entender o seu grito de dor e de medo, que ecoava na sonoridade dos ventos.
“Cuidem de mim, não me destruam, preciso de música harmoniosa, crianças a
brincar, casais de namorados a cantar o amor, e não de som alto, que toca
não sei o quê, simplesmente, não se conseguindo perceber a melodia, muito
menos a letra”.
Anos se passaram e cada vez mais a ilha ficava abandonada. Josete resolve,
então, tomar para si aquelas reivindicações e transformar seu sentimento de
amor pela ilha numa bandeira, para que os homens sensíveis descobrissem o
seu valor. Resumidamente, conta a história de Itamaracá e convida a todos a
novas descobertas, garantindo que os leitores não irão se arrepender.
“CADEIRA VAZIA: SENTE E VIVA!”
Como psicoterapeuta, na labuta
do consultório, Josete Cavalcanti observa que, o que as pessoas menos sabem
fazer é assumir suas vidas e as responsabilidades de suas atitudes. A
transferência das conseqüências é constante. Sempre os pais, os maridos, as
esposas, os filhos, os amigos e os outros são causadores de todos os males.
Será que a nossa função é apenas aceitar, ou é lutar por nossos direitos,
deveres, sonhos e realizações? A escritora acredita que o nosso papel na
vida é assumir todos os atos, aprender a escolher, caminhar com as próprias
pernas. “A culpa não é do outro, se sua vida não tem sentido, cabe a você
achar o seu objetivo e colocá-lo em prática”, afirma.
Essa é a essência de Cadeira Vazia: Sente e Viva!: “É no silêncio que
encontramos a alma. A vida é uma estrada de realizações, da qual não podemos
sair de mãos vazias”.
O livro será lançado durante o VII Festival Recifense de Literatura, no dia
23 de agosto, na Praça do Arsenal da Marinha, no estande da Novoestilo
Edições do Autor.
|